sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lady GaGa- The Remix



Sim, é isso mesmo o que vocês estão vendo. É um post sobre a Lady GaGa. Ficamos novamente com um breve hiato de postagem, mas acreditem que tivemos nossos contratempos.

Antes de começar esse post, vou falar um pouco sobre o que anda acontecendo sobre esse projeto de lei autoral dos EUA que não passou no congresso chamado SOPA e como ele interfere mundialmente. De acordo com essa lei, eu e meu primo somos criminosos por disponibilizar links para downloads, pois as gravadoras deixam de lucrar rios de dinheiro com a pirataria, as bandas perdem dinheiro também? Sim, mas é irrisório perto do que as grandes gravadoras cobram para produzir e disponibilizar os álbuns. Ao divulgar um álbum na internet, estou prejudicando o/a artista? Na minha concepção, de maneira nenhuma! Estou mostrando para o público que atendo ou não o que me interessa e o que eu acho interessante de mostrar; logo estou divulgando o trabalho de algumas pessoas.

A questão da internet e a propriedade intelectual é algo complexo, principalmente por causa de textos, tirinhas e afins. Quantas pessoas já não viram seu trabalho plageado ou algo do gênero. Sou favorável ao Creative Commons, donde se compartilha a fonte de inspiração ou link do texto na íntegra. São poucas as pessoas que escrevem alguma coisa sem referência nenhuma. Não vejo a propriedade intelectual como algo ligado a algum direito de uso, mas sim como memória dessa pessoa. Do que ela pensa, como vivia e afins...

Isso remete a outra coisa, a questão do anonymous. Para quem não sabe, é um grupo de hackers que entram e derrubam sítios eletrônicos de grandes empresas, instituições. Acho interessante a atuação deles, mas acho muito pouco o que fazem. Invadir o sítio da Sony e disponibilizar a discografia do Pink Floyd gratuitamente é muito interessante, mas acho pequeno perto da questão global em que vivemos. Acredito que as mudanças não viram apenas da internet, mas sim das ruas. Caso anonymous mude o sistema, ele será bom? Pode ser que sim ou que não. Mas acho que esse movimento em conjunto com as occupys que estão acontecendo pelo mundo são importantes, mas pecam em não conseguir trazer as classes mais baixas. Não estou desvalorizando a ação da classe média, toda a ajuda para a mudança desse mundo caótica é muito mais do que bem-vinda.

Voltando a questão da música Pop.

Por que Lady GaGa? O Pop vem dando uma guinada diferente nos últimos anos e tem abordado características e pessoas da sociedade há muito tempo marginalizadas. Claro que o pop é o pop e tem toda a sua veia comercial, ou seja músicas com pegadas eletrônicas, refrões chicletes, letras não muito grandes e complexas. Isso me faz refletir, a música pop tem intenção de atingir qualquer pessoa, seja ela pós-graduada ou a simples secretária do lar. Não estou dizendo que pessoas com baixo nível "intelectual" (coloco entre aspas, pois a intelectualidade é um conceito criado por nós intelectuais. Quem diz que o conhecimento de um pedreiro é inferior ao nosso? Quem diz que estar no Ensino Superior é realmente um sinal de superioridade?) não sejam capazes de apreciar um Mozart ou Chopin, pois se a indústria cultural e fonográfica tivesse interesse, esses artistas poderiam ser conhecidos popularmente. Claro que gosto musical existe, mas até que ponto ele pode ser influenciável?

Voltando a nova guinada do Pop, estamos vendo principalmente nas cantoras pop uma guinada e fuga do padrão de cantar e sobre o que cantar. Está acontecendo um constante empoderamento das mulheres na música pop, donde por ano surgem mais de três grandes talentos pop femininos. As mulheres estão indo de frente com a sociedade e estão querendo cada vez mais o espaço que lhes é de direito; como o caso da Bayoncé com um altamente feminista mesmo com os padrões comerciais embutidos nele. No clipe abaixo.



Outra grande guinada é sobre a sexualidade feminina que passou a entrar na temática musical, onde as mulheres passam a cantar sobre suas experiências não só amorosas, como sexuais e também com outras mulheres. Aquele mito que a mulher tem que esperar o cara certo, que a mulher que fica com várias pessoas é uma vagabunda não está caindo, mas pode estar começando a ser desconstruído. Quem demonstra um pouco isso é a Katy Perry com a música "I Kissed a Girl", veja o clipe e a música abaixo.



Na música ela fala assim "Eu nem mesmo sei seu nome, mas isso não importa, você faz parte do meu jogo experimental, apenas natureza humana" (tradução livre minha). Que aborda claramente a libertação e experimentação das mulheres e depois continua "Isso não é o que garotas boas fazem, como não devemos nos comportar" e depois fala que a Sociedade recrimina as mulheres que atuam assim. Outra parte diz: "Pareceu tão errado, pareceu tão certo, isso não significa que estou apaixonada essa noite". Vale lembrar que essa música retrata uma mulher ficando com outra.

Além das mulheres, nerds/geeks também estão ganhando espaço na cena mainstream cultura; vale lembrar que existem mulheres nerds/geeks por aí também. E cada vez menos, o estereótipo do nerd se assemelha com aquela imagem padrão de nerd. Pessoas com óculos fundo de garrafa, suéter, calça bege ou saia longa, cabelos desgrenhados e afins. Existem geeks de todos os tamanhos, idades, raças, credos e com isso o mercado fonográfico soube atingir e representar esse grupo, principalmente com os grupos LMFAO e 3OH!3.



"Sexy e eu sei disso" que é o nome dessa canção, tenta quebrar com o padrão estético estabelecido pela sociedade em que vivemos dos homens sarados. porém, o clipe aborda apenas a questão do padrão estético masculino e não aborda a questão feminina; talvez o fato de não ter uma mulher no grupo contribua para isso.

Enfim, indo para o post em si, mesmo sabendo que tudo que veio antes faz parte do post. Por que não postei um álbum original da Lady GaGa? Por que quis inserir na prática o debate da propriedade intelectual e apropriação de algo cultural. Pois é inegável que as músicas são da Lady GaGa, porém com outra roupagem e por isso acaba se tornando outra música. Escolhi esse álbum também, pois além de conter as músicas da GaGa possuem um estilo bem mais balada.

Quem é Lady GaGa?

Stefani Joanne Angelina Germanotta, sim esse é nome da Lady GaGa que nasceu na Cidade de Nova Iorque em 86. Seu primeiro álbum foi o Fame em 2008 com os sucessos "Poker Face" e "Just Dance". No ano seguinte, ela lanço The Fame Monster com os sucessos "Alejandro"; "Telephone" e "Bad Romance". Em 2011, ela lançou o álbum "Born This Way" que possui a música homônina. Com esses álbuns, ela criou a uma turnê chamada "The Fame Ball Tour" que mostra a história de uma artista e o monstro da fama. A turnê que acompanhou o Born This Way é a "Monster Ball Tour", onde a fama não é o único inimigo.

Lady GaGa não é conhecida apenas por sua música, mas também pelas suas roupas; assim como a roupa de carne que usou numa entrega de prêmio. Suas roupas são desenhas e cradas por ela e sua equipe. E retratam muitas coisas, de sua vida; anseios, pensamentos e afins.

Falar de GaGa e não citar a comunidade que a idolatra, que é a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais, Transgêneros e Travesti; sempre confundo a ordem dos Ts, peço perdão caso esteja errado) não é fazer jus a atuação política que ela tem perante essa grande parcela da sociedade que está cada vez mais mostrando sua cara e buscando seus direitos, pois cenvenhamos que "Direitos humanos, para humanos direitos" já nasceu fadada ao fracasso ao marginalizar grande parte da população mundial. E uma música que pode ser encarada como um hino da comunidade LGBT é "Born This Way". Não sinto necessidade de comentar acerca desse texto, pois uma grande amiga minha já publicou um excelente texto sobre essa música. Leia-o na íntegra: "Born This way: Por que não falar de pop?"

Um post sobre Lady GaGa requer muitas coisas para serem ditas, se eu for postar mais alguma coisa dela no futuro comento mais coisas. Não preciso exaurir a temática.

O álbum de remix possui pessoas conhecidas do público em geral, como: Pet Shop Boys e Marilyn Manson e foi lançado em 2010 contendo 17 músicas. Alguns dos remixs foram utilizados por GaGa durante suas turnês.

Download do álbum peplo Rapidshare

sábado, 21 de janeiro de 2012

Engenheiros do Hawaii - Ouça o que eu digo: mão ouça ninguem


Eu queria ter postado esse album antes mas fiquei um periodo sem net aqui em casa e somente agora retornou.
Ganhei esse disco no natal e foi bem interessante escuta-lo. Engenheiros é minha banda nacional favorita e apesar já conhecer todas as musicas do disco, não conhecia esse e algumas musicas estão bem diferentes das versões que eu conhecia.
Bom, para começar o disco foi lançado em 1988 e é o terceiro da banda; ele pode ser considerado uma continuação do album anterior "Revolta de Dandis" pois segue o mesmo estilo. Os grandes sucessos do album foram , além da musica titulo, "Cidade em chamas", "a verdade a ver navios" e uma das minhas favoritas, "somos quem podemos ser".
Uma das primeiras coisas que reparei ao pegar o disco foi relembrar que os Engenheiros já foram um power trio, coisa que devido as formações dos últimos albuns que são bem mais complexas; temos Humberto Gessinger na voz, baixo e guitarra, Augusto Licks na guitarra, violão e piano e Carlos Maltz na bateria; essa formação "power trio" fica em evidente em algumas musicas, como em "sob o tapete" onde temos o baixo marcante como em outras bandas do genero. O disco é muito bom, com doses de pop mas principalmente voltado ao rock progressivo e é claro, com as ótimas letras da banda. Ainda podemos citar algumas referencias ao Pink Floyd, mais precisamente a Roger Waters, na musica "tribos e tribunais".
A turne deste album continuou com o sucesso da turne anterior lotando shows em diversos lugares do brasil e do exterior... sim, bizarramente, a banda fez vários shows em países da extinta União sovietica e até ganharam um bom dinheiro com isso e que infelizmente não valia nada fora de lá...
Para quem gosta de engenheiros ou para quem só conhece a sua fase "acústica" o disco é uma ótima pedida.
Como todos já sabem, ontem o megaupload saiu do ar e levando com ele milhares de arquivos entre eles diversos do nosso blog, eu e o Gustavo vamos continuar a usar o rapidshare e mais algum serviço até encontrarmos algum que nos agrade para recolocarmos os arquivos perdidos online de novo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pink Floyd- The Wall



Já é de se notar, que o Brasil entrou de vez para a rota das grandes bandas internacionais. Sem contar, dos grandes festivais como o Rock in Rio. Isso mostra que países em desenvolvimento e do terceiro mundo com economias mais estáveis passam a ter uma possibilidade maior de acumulação de capital e passam a ter uma maior inserção em outros países. Isso é nítido principalmente agora com as crises dos grandes centros de desenvolvimento do mundo. O enfoque passa a ser cada vez mais e mais nos países do Terceiro Mundo. Isso se pode perceber na música também. Faço esse comentário inicial, pois todas e todos devem saber que no começo de 2012, mais especificamente no final de Março, terá em três locais do Brasil a turnê do The Wall do Roger Waters em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Por isso, decidi postá-lo...

Primeiro algumas curiosidades sobre esse álbum/show/filme. Waters no filme do The Wall conta nos extras de como surgiu a ideia do álbum e do show. Waters conta que estava tocando com o Pink Floyd num local e tinha uma pessoa na plateia que estava muito aborrecida e isso o desconcertou. Daí, o mesmo desceu do palco e deu tapa na cara dele. Daí, ele teve um estalo repentino de fazer um show com uma parede entre ele e o público para que não houvesse essa relação. Até que ponto essa história é verdadeira não posso confirmar, mas se levando em conta de como o Waters é arrogante, pedante e ególatra; isso é bem possível.

Outra curiosidade, é de que ofereceram mais de 3 milhões de dólares na década de 80 para que o Pink Floyd tocasse em um estádio em Los Angeles o show do The Wall, porém Waters teria recusado por que a acústica de estádios são ruins e isso poderia atrapalhar a sua obra. Tudo bem, o artista tem que privilegiar a sua obra ao máximo, mas por que agora, o álbum está em turnê em estádios? Ou por que voltar com o The Wall agora? Basta clicar no link anterior para ver o motivo escrito pelo próprio Waters em inglês. Mas vou fazer uma tradução livre de minha parte do que ele disse em seu sítio eletrônico.

"Eu, recentemente, me deparei com uma citação minha de 22 anos atrás: 'O que eu vejo é isso: Servirá a tecnologia de comunicação de nossa cultura para nos iluminar e nos ajudara compreender um e outro melhor; ou nos distanciará e nos enganará?'

Eu acredito que essa é uma questão relevante e o júri está fora. Tem muito comercial na internet e muita propaganda, mas eu tenho um senso que apenas abaixo da superfície do compreensível está ganhando chão. Nós apenas temos que continuar blogando, twittando, comunicando, compartilhando ideias.

30 anos atrás quando escrevi o The Wall eu era um jovem assustado, não tão jovem assim, pois tinha 36 anos.

Me levou muitos anos para superar os meus medos. De qualquer maneira, durante esses anos ocorreu-me de que talvez a história do meu medo e perda com sua concomitante e inevitável resíduo de ridículo, vergonha e punição; fornece uma alegoria para mais amplas preocupações, Nacionalismos, Racismo, Sexismo, Religião. Ou seja. Todas essas questões, e ismos são dirigidos pelo mesmo medo que conduziu a minha vida.

Essa nova produção do The Wall é uma tentativa de fazer algumas comparações, iluminar alguns predicamentos atuais e é dedicado a todas as perdas inocentes ao longo dos anos.

Em alguns lugares, salas de aula, existe uma visão cínica de que os seres humanos não são capazes de ser mais humanos, generosas, amorosas, mais cooperativas, mais simpático com relacionamentos com outras pessoas.

Eu discordo.

Na minha visão, é muito cedo em nossa história para chegar a essa conclusão, nós somos depois de tudo uma espécie muito nova. Eu acredito que temos, ao menos, a chance de aspirar para algo muito melhor do que o ritual de cobra-come-cobra. Essa é a nossa resposta atual para o nosso institucionalizado medo de cada um.Eu sinto que é a minha responsabilidade enquanto artista de expressar, embora guardado, meu otimismo e encorajar pessoas a fazer o mesmo. Citando um grande homem: 'Você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único'(John Lennon- Imagine)"

Com esse relato pessoal de Waters, podemos ver que o motivo da volta em turnê desse grande álbum não é apenas mercadológico, mas também para manter viva a chama de mudança que o mundo vem passando, seja através da Primavera Árabe a Ocuppy WallStreet.

Entrando na questão do álbum, foi gravado em 1979. É um álbum duplo que conta a história de Pink Floyd (sim, o nome da personagem é o nome da banda) que é um artista frustado que perdeu o pai na guerra, teve uma mãe super zelosa até demais eu diria, teve um professor deveras opressor, sua mulher o traiu e o deixou. Após isso tudo, ele cria um muro entre ele e o mundo e passa a ser um ditador tirânico que persegue judeus, negros, homossexuais.

É impressionante, como Waters consegue ligar fatos da vida dele ou da do Syd Barret (pois não se sabe ao certo sobre quem mais tem a ver a história), pois o pai dele morreu na guerra e outras histórias por qual Pink passou com os fatos atuais, como o Nazismo e o muro de Berlim e bipolaridade mundial entre Capitalismo e Socialismo. mesmo sendo um álbum de música dá para ver a complexidade da personagem crescendo nas músicas, mas confesso que assistir ao DvD do show em Berlin em 90 e ao filme ajuda muito mais a compreender a estética das músicas, pois poucas e poucos foram acostumados a interpretar a música pela música e precisam de outros veículos sensoriais para facilitar o entendimento.

Algumas outras curiosidades do álbum: as crianças que fazem o coro na música Another Brick in the Wall part 2 não receberam dinheiro, cada uma recebeu uma cópia do álbum assim que foi lançado. Rick Whright (falecido recentemente) que era o tecladista da banda na época havia se desentendido com a banda e havia saído; porém ele foi contratado para a turnê do show e foi o membro da banda que mais lucrou com a turnê, pois o show é deveras caro e naquela época a estrutura era pouca e ruim e ainda mais cara.

Sinto que devo uma explicação do por que não postei esse álbum tão especial dessa banda. Apesar de ser totalmente favorável a ideia de se baixar música e democratizar ao máximo o acesso à cultura, eu gosto de comprar CDs; gosto de pegar os encartes e ficar lendo e admirando a arte gráfica e afins. E todos os álbuns que baixei da internet continham alguns erros. por isso, esperei até conseguir comprar o álbum o que aconteceu na minha ida ao Uruguai, donde os CDs são mais baratos devido aos baixos impostos e comprei esse álbum por equivalente a 30 reais o que custa uns 80 aqui no Brasil. Só agora, que tive tempo de postar esse álbum.

Enfim, tem muita coisa que pode ser dita sobre esse álbum, mas acho melhor dar lugar ao próprio e deixar que vocês possam escutá-lo inteiro e na íntegra.

Download do Rapidshare
Download do Megaupload

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Seu Jorge- América Brasil ao Vivo




É com grande alegria que volto a postar nesse blog!!! Fazia mais de um ano que não postava algo...
Depois do show do Eric Clapton, o Bruno e eu decidimos voltar a atualizar esse blog com uma frequência que seria de acordo com o nosso ritmo e o andar dos semestres... heheheh
Enfim, "Eu voltei, agora para ficar"... Ia voltar, com um outro post, mas por motivos de força maior tive que escolher outro post para essa volta. Então, escolhi Seu Jorge, pois é um cantor que muito adimiro pela sua voz, interpretação e emoção que traz aos seus shows. Sem contar, que a escolhi está envolvida com inúmeros fatores pessoais também, pois- recentemente- fui ao show dele em Brasília com pessoas que muito gosto e foi um momento sensacional e outro grande motivo da escolha desse álbum, é questão do Brasil pertecente à América não só como um todo. Mas principalmente, a América Latina. Quando fui ao Uruguai esse ano, tive a oportunidade de conhecer muitas culturas diferentes e percebi o quão distantes somos, pois pouco da cultura da América Latina chega ao Brasil, mas as pessoas sempre conheciam o nosso hit. Seja uma música sertaneja atual desde os clássicos, como: Caetano, Tribalhistas e afins...
Justificativas a parte, esse álbum é a gravação do show da turnê do álbum América Brasil que aconteceu no Rio de Janeiro em 2009. contém os maiores sucessos da grande carreira do Seu Jorge, como: São Gonça, Carolina, Tive Razão; entre outras. Além de contar com os sucessos instantâneos do álbum recém lançado, como: Mina do Condomínio, Burguesinha, entre outras.
Esse show possui um palco bem excêntrico, pois entra bem no clima do disco da turnê. Seu Jorge canta de terno no meio de uma floresta montada para o show. Sem contar que o resto da banda está com diferentes indumentárias, tem gente vestida de índio, padre, chef de cozinha, carteiro.
Além disso, esse show teve a estreia da inédita canção Pessoal Particular. No álbum, a versão que ele contém é a versão de estúdio mesmo. O DvD do show possui a versão ao vivo e contém uma música a mais. Para que vocês possam ver a versão ao vivo e o palco, segue o vídeo da apresentação dessa música no DvD



Download do álbum pelo Megaupload
Download do álbum pelo Rapidshare

sábado, 15 de outubro de 2011

Setlist show Eric Clapton SP 12/10/11


Estou procurando algum botleg do do show mas tá dificil, se conseguir eu post aqui. No momento só consigo a setlist do show...

De volta a vida - Eric Clapton Unplugged


Nossa, quanto tempo que não entrava aqui...
Terminou na ultima quarta feira a turnê de Eric Clapton no Brasil e tive a oportunidade de assistir esse show incrível, dinheiro muito bem gasto por sinal e graças e ele que estou voltando aqui para um novo post. Eu assisti o show com o Gustavo e resolvemos voltar a usar o blog, claro que não com a regularidade de sempre mas tentaremos pelo menos umas 2 postagens por mês, sei que é pouco mas sempre que possível traremos mais material para o blog.
É claro que depois de assistir um show desses eu teria que trazer algum álbum do Eric Clapton aqui e estou repostando o Unplugged, o meu álbum favorito dele. O mesmo foi lançado em 1992 e foi o responsável pela grande volta de Clapton, que estava em uma fase ruim. Contendo vários de seus clássicos e outras grandes canções o álbum levou 6 prêmios grammy para casa e uma vendagem estonteante. Esse é um daqueles álbuns que eu não canso de ouvir.

Download do Album:

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Kansas - Best Of Kansas


Depois de quase um mês de abandono estou trazendo um album novo para o blog. Eu não curto muito trazer "best of" pois não da para comentar muito sobre o album nem a historia da banda, mas resolvi fazer isso pois me indicaram escutar essa banda americana que possui um som que lembra muito o "Boston" (minha ultima postagem) em várias musicas.
Assim como não conheço muito sobre a banda baixei esse best of e os primeiros albuns da banda (que ainda não escutei). Gostei muito do trabalho deles, assim como o Boston suas musicas são muito bem trabalhadas, com várias mudanças de estilos e influencias, mas basicamente podemos classificar como rock progressivo e hard rock.
A banda surgiu em 1971 e ganhou o nome devido a todos seus primeiros integrantes serem de Topeka - Kansas; com o tempo a banda foi tendo mudanças de músicos e estilos (até Steve Morse já tocou guitarra aqui) mas o grande sucesso foi na década de 70 e começo de 80. A banda exite até hoje mas não lança material inédito desde 2000.
Foram muitos sucessos durante a carreira, praticamente todos presentes nessa coletânea a começar pela excelente (e na minha opinião, a melhor do disco) "Carry on Wayward Son" seguida pela calma e espetacular "Dust in the Wind" provavelmente a mais famosa da banda. O disco segue com ótimas musicas até o final. Pretendo escutar os álbuns originais e traze-los ao blog assim que possivel.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Boston - Boston


Épico.
É assim que descrevo o álbum Boston, primeiro a ser lançado em 1976 pela banda Boston da cidade de Boston... Quando escutei esse disco pela primeira vez pensei na hora "preciso colocar no blog". Como já disse antes esse disco é épico, com uma seqüência fenomenal de musicas excelentes "more than a feeling", "Peace of mind", "Foreplay/long time", "rock'n'roll band", assim 4 das 8 musicas do album se tornaram clássicos imediatos.
A banda que mistura hard rock, progressivo, clássico e um pouco de metal trouxe um som único e inovador para a época, assim seu primeiro album teve mais de 17 milhões de copias vendidas, o segundo album de estreia mais vendido da historia (só perdeu para o do Guns n roses). Na minha opinião a musica Foreplay (que por acaso foi a primeira composição de Tom Scholz) é o ápice do disco, uma daquelas musicas que você tem que escutar alto, ela começa com um solo de teclado e guitarra totalmente progressivo e depois entra na musica totalmente dita, que apesar de uma grande mudança do estilo inicial ainda mantém toda a energia seja nas guitarras, teclados ou vocais.
Essa combinações de estilos é a grande marca registrada da banda, que possui duas guitarras, ora acusticas ora elétricas, sempre trabalhando juntas e ainda o teclado que deixa o som ainda melhor. Outra caracteristica são os vocais de Brad Delp, que logo chamaram a atenção do publico.
Quando começei a escrever sobre a banda foi procurar a sua historia e me deparei com um historia complicada mas daquelas que chama a atenção.
A banda começou com Tom Scholz, que começou a compor em 1969 quando estudava para prestar MIT. Scholz conheceu outros membros da banda quando se graduava em ENGENHARIA MECANICA pelo MIT (uou, nunca imaginei um engenheiro musico que além de ser o lider e compositor principal da banda, tocava guitarra, baixo, orgão e clarinete...). Após o termino da faculdade Scholz trabalhou na Polaroid e com o dinheiro que ganhava montou um estudio no porão de sua casa. Junto com Brad Delp, Barry Goudreau (guitarra), Jim Masdea (bateria) começou a gravação dos demos que logo atraíram a gravadora Epic, porem a mesma não aceitou as gravações no estúdio caseiro de Scholz (apesar do material ser fantástico tento pela qualidade do estúdio como pelo perfeicionismo de Tom); assim a banda foi até a cidade da gravadora aonde Delp foi realmente regravou os vocais e a banda "enrolou" nos estudios pois o verdadeiro material estava sendo gravado em multi-faixa no porão de Scholz. Assim, com a entrada de um novo baterista (Masdea tocou em Rock'n'roll band) todo o material foi editado e lançado. Esses problemas com a gravadora e principalmente com o produtor do disco, assim como manias de Scholz fez a banda trocar de gravadoras e membros diversas vezes.
O Boston lançou mais um álbum em 78 e depois ouve grandes espaços de tempo, mais um 86, 94 e 2002. Nesse período além de projetos solos dos integrantes, Scholz desenvolveu diversas tecnologias para auxiliar o som da banda que sempre foi considerado inovador e difícil pois sempre abusa das duas guitarras e teclados sempre gravados em multi-faixa o que exige muito trabalho posterior de mixagem. O maior produto desenvolvido é o Rockman que atualmente é utilizado por muitos guitarristas inclusive é um dos responsáveis pelo grande álbum Eliminator do ZZ Top.
Enfim, grande álbum que todo mundo deve escutar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Jefferson Airplane - Surrealistic Pillow


Foi uma longa ausência... semanas conturbadas, provas, preguiça, muito trabalho (no trabalho e na facul) e para terminar bem a semana um acidente com um espelho que gerou muito pontos e me impediu de escrever por um tempo... mas vamos lá.
Faz tempo que queria trazer um álbum dessa banda para cá (o atraso se deu pelo fato de eu só conhecer esse álbum e mais algumas musicas perdidas). Jefferson Airplane é conhecida mundialmente pelo seu pioneirismo no rock psicodélico, principalmente em solo americano. Eles apareceram em São Francisco em 1965 (local de grande disseminação de drogas e culturas estranhas) e nesse ano em especifico marcou o estouro da cultura folk na cidade. E o folk foi uma das primeiras experiências da banda que contava entre seus integrantes o musico folg Paul Kantner, o guitarrista de blues Jorma Kaukonen, a vocalista de Jazz e folk Signe Toly Anterson, o baterista Jerry Peloquin e o baixista Bob Harvey. No mesmo ano temos o lançamento do primeiro álbum (beeeem folk) e a saida de Peloquin por não aprovar o uso de drogas pelos membros da banda. Assim a banda começou a desenvolver um som mais elétrico e psicodélico; outras mudanças ocorreram como a entrada da cantora Grace Slick, autora do grande clássico da banda, White Rabbit.
Todas essas mudanças culminaram no grande álbum Surrealistic Pillow, que era tão psicodélico e inovador (para a época e região) que o produtor Jerry Garcia falou que ele era tão surrealista quanto um travesseiro, daí o nome. Nos créditos do disco Garcia ganhou o titulo de conselheiro espiritual e musical da banda (ele também toca guitarra em algumas musicas).
O album foi lançado no mesmo ano e época do Sgt. Peppers dos Beatles (umas das bandas inspiradoras do Jefferson), The Piper at the Gates of Dawn (Pink Floyd) e The Velvet Underground and Nico, todos grandes nomes do psicodelismo mundial. O disco ganhou o premio de disco de ouro e ocupou os topos das paradas americanas.
Os grandes sucessos do álbum foram as musicas White Rabbit (inspirada em Bolero de Ravel, Alice no País das Maravilhas e LSD, muito LSD) e Somebody to Love. O disco original de 67 possui 11 musicas mas temos várias faixas extras no relançamento de 2003. No lançamento em 67, as versões em cassete e Stereo 8 possui a ordem das faixas diferentes.
Para quem curto o movimento psicodélico dos anos 60 e 70, ou quer escutar algo diferente e de muito boa qualidade vale muito a pena o download.
Tentarei não demorar muito para meu próximo post na qual trarei Bob Dylan e Boston.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The Clash - London Calling




Esse dias caiu na minha mão esse disco do The Clash da qual sempre gostei mas que fazia muito tempo que não escutava. Confesso que não me canso de ouvi-lo.
The Clash é uma banda punk britânica e que possui muitos sucessos, inclusive alguns comerciais como Should I Stay Should I Go, mas esse disco, na minha opinião é disparado o melhor deles. Bom, em primeiro lugar, com exceção de algumas musicas, como a primeira (e dona do nome do disco) e que por sinal é muito boa, temos pouco punk aqui, pelo menos no estilo de tocar. Musicas muito bem trabalhadas e com um ótimo instrumental que passeia por muitos estilos, indo desde o rock clássico, reggae e principalmente ska, na realidade, em muitas musicas temos a impressão de estar escutando paralamas da década de 80...
Vale muita a pena o download, mesmo para quem, assim como eu, não é fã de punk... Ah, esqueci de citar a capa do disco que por si só já é um marco; nela temos o baixista da banda quebrando o instrumento durante um show em Nova Iorque (talvez a capa seja o elemento mais punk do disco...)